Sabes usar a argila certa?

Existem diferentes tipos de argila e diferentes problemas que podemos solucionar se usarmos a argila correta.

Antes da aplicação, a pele deve estar limpa e sem maquilhagem.

Para preparar corretamente a máscara é preciso uma colher de argila em pó e água ou chá de camomila até obter uma consistência pastosa.

Deve-se aplicar a máscara no rosto, evitando a região dos olhos e dos lábios. Quando secar, pode-se retirar com água.

Vamos então aos diferentes tipos de argila:

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Argila preta –  a mais nobre de todas. É muito utilizada para a desintoxicação da pele, principalmente peles oleosas.

Argila vermelha – indicada para peles mais sensíveis e rosadas. Tem grande capacidade de absorver oleosidade e reduzir as linhas de expressão. Por ser rica em óxido de ferro e cobre, a argila vermelha auxilia na respiração das células.

Argila rosa – mistura da argila branca com a vermelha. Por ser mais suave, a argila rosa é indicada para as peles sensíveis e delicadas. Possui ação cicatrizante e suavizante.  Rica em ferro.

Argila cinzenta – indicada para peles oleosas e com manchas. Devido ao titânio presente na sua composição, é eficaz no combate a espinhas e é um excelente esfoliante. É ainda um antioxidante natural, eficaz a atrasar o envelhecimento da pele.

Argila verde – indicada para peles oleosas e com acne. Tem ação adstringente, tonificante, secativa, bactericida e cicatrizante.

Argila branca – indicada para peles sensíveis e desidratadas. Contém maior percentagem em alumínio e o seu pH é semelhante ao da pele.

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O perigo de usar máscaras faciais caseiras

Olá, meninas!

Vou tentar desmistificar algumas ideias tão enraizadas na nossa cultura sobre máscaras faciais caseiras com produtos naturais.

Por vezes, e por mais que cumpramos a rotina de cuidados da pele, sentimos que precisamos de algo extra, ou porque não sentimos a pele hidratada o suficiente ou porque temos os poros demasiados grandes ou porque…enfim, há tanto para melhorar, não é?

Infelizmente o dinheiro não dá para tudo e é, nesta fase, que a imaginação das mulheres começa a trabalhar e decidem pesquisar na internet opções mais baratas… e encontram! As famosas máscaras caseiras! É a máscara de mel, é a máscara de ovos, é a máscara de limão, imaginem lá, homens, que até existe a máscara de azeite!

Prometem uma pele luminosa, homogénea, suave, radiante…uma pele de princesa! As mulheres vão atrás, umas têm sorte e a coisa até corre bem, outras, coitadas, enfrentam a realidade.

Mas então o que acontece? Por mais que tenham nutrientes/substâncias importantes para a pele ou que tenham propriedades X ou Y, a pele não está preparada para beneficiar de produtos obtidos diretamente da natureza ou os seus compostos na sua forma pura não são estáveis (não apresentam qualquer beneficio).

Vou dar-vos um exemplo. Existem máscaras com laranja, manga, papaia, limão, entre outras tantas frutas, que são usadas como clareadores de manchas cutâneas cujo fundamento se baseia na ação da vitamina C (ácido ascórbico).

 

A vitamina C é um antioxidante que usada de forma tópica tem o poder de clarear e homogeneizar o tom de pele e estimular a produção de fibras de colagénio.

No entanto, quimicamente é extremamente instável na presença de água, oxigénio e luz, o que origina a sua inativação e, como tal, não faz qualquer sentido ser usada na sua forma pura.  Ou seja, é necessário conjugá-la com outros compostos para que possa ser usada com fim cosmético e que se possa obter os benefícios pretendidos.

E como é que a Vitamina C age? As manchas escuras, hipercromias, são produzidas pelo excesso de produção de melanina, por isso, se conseguirmos inibir a produção de melanina estaremos a fazer com que a mancha não cresça e até reduza com o passar do tempo devido à renovação natural da pele. A vitamina C inibe a ação do oxigénio que é importante na síntese de melanina e, portanto, esta deixa de ocorrer em excesso.

Um outro problema que surge em usar  frutas como o limão ou a laranja é que possuem ácido cítrico que se  houver exposição à luz solar, mesmo que por breves minutos, ou até passadas umas horas após o uso dessas máscaras, poderá provocar sensibilização, queimadura e, consequentemente, mais manchas escuras. Atenção, o ácido cítrico é diferente de ácido ascórbico (vitamina C).

Na realidade, o verdadeiro perigo reside na falsa sensação de segurança que produtos obtidos diretamente da natureza nos dão, o que se reflete num uso abusivo com as respetivas consequências.

Mas nem tudo é mau e agora vou falar-vos das coisas boas. Podem usar o azeite extra virgem que é um hidratante hipoalergénico natural que tem antioxidantes, vitaminas A e E, que ajudam a reconstruir e renovar a pele.  O mel puro também apresenta benefícios na renovação e hidratação da pele. A clara de ovo também deixa a pele mais firme e com um toque aveludado pelo fato de conter colagénio que é a substância que dá sustentação a pele e por ter albumina que tem um grande poder cicatrizante e  efeito tensor que ajuda a deixar a pele mais lisa e menos flácida.

No entanto, o melhor é procurarem cremes ou máscaras que até podem ser feitas à base destes alimentos mas que são apropriadas às necessidades do rosto e que não apresentam qualquer perigo à sua utilização.